Escrito por Sábado, 04 Julho 2009 Publicado em Notícias
OMS: 'Dispersão da doença no mundo não pode mais ser contida'
A diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, afirmou hoje durante a abertura de um fórum internacional sobre gripe suína, no México, que a dispersão do vírus H1N1 pelo mundo “não pode ser mais contida”. O Japão detectou pela primeira vez resistência ao medicamento indicado pela OMS. No Rio Grande do Sul, o secretário de Saúde disse que uma epidemia da doença no estado é iminente.

Escrito por Sábado, 04 Julho 2009 Publicado em Notícias
Dilma defende Sarney e diz que senador não pode ser 'demonizado'
Para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, o afastamento de José Sarney da presidência do Senado não é a solução para os problemas da Casa. Ela criticou a posição do Democratas, que pressiona pela saída do senador do cargo. Segundo Dilma, os responsáveis pela primeira-secretaria do Senado eram em sua maioria do partido, que agora quer ‘demonizar’ a figura de Sarney. O presidente do Senado se reuniu por duas horas com Lula no início desta tarde e saiu sem falar com a imprensa.


Escrito por Sábado, 04 Julho 2009 Publicado em Editais e Resultados
Jeferson Mourato
A Universidade Regional do Cariri - Urca encerrou ontem, 03, o seu vestibular 2009.2. Em Iguatu, 1052 candidatos disputaram as 160 vagas distribuídas nos cursos de Direito, Enfermagem, Economia e Educação Física. O nível da prova tem se mantido e a abordagem dos assuntos tem sido coerente com o ensino médio, sem no entanto descuidar da realidade e de assuntos que envolvem o conhecimento geral. A prova de Língua Portuguesa foi sem dúvida uma das mais bem elaboradas nos últimos anos, englobando desde a compreensão textual, passando pela gramática e envolvendo também a literatura brasileira e a portuguesa. A prova de Redação inovou e pediu dissertação sobre o cinema brasileiro. Excelente proposta. Os estudantes que se esforcem, e os professores que abandonem o decoreba. Crítica e realidade são indispensáveis no ensino moderno.
Escrito por Sábado, 04 Julho 2009 Publicado em Notícias
Mutirão carcerário no Ceará no próximo dia 13
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), irá realizar um mutirão carcerário no Estado, a partir do próximo dia 13. Na quinta-feira (02), o coordenador dos mutirões, juiz Erivaldo Ribeiro dos Santos, e o juiz federal Marcelo Lobão estiveram em Fortaleza acertando os detalhes dos trabalhos. No Ceará, a população carcerária é de aproximadamente 13.500 detentos. Os presos provisórios, aqueles que ainda não foram julgados, correspondem a 45,72% do total. Nos mutirões, juízes, promotores, defensores públicos e servidores se unem para agilizar a análise de todos os casos. O esforço concentrado é promovido por organismos com atuação no sistema carcerário e visa à análise de todos os processos penais do Estado. O CNJ pretende realizar mutirões carcerários em todo o país. Esse ano, já foram ou estão sendo realizados mutirões nos Estados do Espírito Santo, Alagoas, Tocantins, Amazonas e Goiás. Com os mutirões realizados em 2008 e 2009, foram libertos, até o dia 1º de julho, 3.487 presos.
Escrito por Terça, 30 Junho 2009 Publicado em Editais e Resultados
Alice Ruiz começou a escrever contos com 9 anos de idade, e versos aos 16. Foi "poeta de gaveta" até os 26 anos, quando publicou, em revistas e jornais culturais, alguns poemas. Mas só lançou seu primeiro livro aos 34 anos.
Aos 22 anos casou com Paulo Leminski e pela primeira vez, mostrou a alguém o que escrevia. Surpreso, Leminski comentou que ela escrevia haikais, termo que até então Alice não conhecia. Mas encantou-se com a forma poética japonesa, passando então estudar com profundidade o haicai e seus poetas, tendo traduzido quatro livros de autores e autoras japonesas, nos anos 1980.
Teve três filhos com o poeta: Miguel Ângelo Leminski, Áurea Alice Leminski e Estrela Ruiz Leminski. Estrela também é uma grande poeta: acabou de lançar um livro, junto com o Yuuka de Alice: Cupido: Cuspido e Escarrado (ambos saíram pela Editora AMEOP, de Porto Alegre) - provando que, filha de duas feras, essa Estrela tem luz própria.
Alice publicou, até agora, 15 livros, entre poesia, traduções e uma história infantil, que você pode conhecer clicando em Bibliografia.
Compõe letras desde os 26 anos - a primeira parceria foi uma brincadeira com Leminski, que se chamou "Nóis Fumo" e só foi gravada em 2004, por Mário Gallera. A poeta tem mais de 50 músicas gravadas por parceiros e intérpretes. Está lançando, em 2005, seu primeiro CD, o Paralelas, em parceria com Alzira Espíndola, pela Duncan Discos, com as participações especialíssimas de Zélia Duncan e Arnaldo Antunes. Para conhecer essas gravações e os parceiros da poeta, dê uma olhadinha em Discografia!
Antes da publicação de seu primeiro livro, Navalhanaliga, em dezembro de 1980, já havia escrito textos feministas, no início dos anos 1970 e editado algumas revistas, além de textos publicitários e roteiros de histórias em quadrinhos. Alguns de seus primeiros poemas foram publicados somente em 1984, quando lançou Pelos Pêlos pela Brasiliense. Já ganhou vários prêmios, incluindo o Jabuti de Poesia, de 1989, pelo livro Vice Versos.
Já participou do projeto Arte Postal, pela Arte Pau Brasil; da Exposição Transcriar - Poemas em Vídeo Texto, no III Encontro de Semiótica, em 1985, SP; do Poesia em Out-Door, Arte na Rua II, SP, em 1984; Poesia em Out-Door, 100 anos da Av. Paulista, em 1991; da XVII Bienal, arte em Vídeo Texto e também integrou o júri de 8 encontros nacionais de haikai, em São Paulo.
As aulas de haikai são uma experiência única para quem já fez - Alice convence a gente que no fundo de cada um existe um poeta louco pra despertar, e descobrimos surpresos que sim, é possível!
Quer saber mais sobre Alice Ruiz? Então passeie pelas páginas do site - e depois não se esqueça de escrever pra ela, contando o que você descobriu aqui!

“do jeito que as coisas vão
até parecem felizes
comportando tanto impossível
nunca do jeito que são
coisas pelo contrário
pessoas perdem matizes
viram vultos sombras nadas
coisas quando serão?”


“mesmo que eu morra
dessa morte disforme
o esquecimento
não lamento
viver ou morrer
é o de menos
a vida inteira
pode ser
qualquer momento
ser feliz ou não
questão de talento
quanto ao resto
este poema
que não fiz
fica ao vento
mãos mais hábeis
inventem”


“apaixonada
apaixotudo
apaixoquase”


“primeiro verso do ano
é pra você
brisa que passa
deixando marca de brasa”


“assim que vi você
logo vi que ia dar coisa
coisa feita pra durar
batendo duro no peito
até eu acabar virando
alguma coisa
parecida com você
parecia ter saído
de alguma lembrança antiga
que eu nunca tinha vivido
alguma coisa perdida
que eu nunca tinha tido
alguma voz amiga
esquecida no meu ouvido
agora não tem mais jeito
carrego você no peito
poema na camiseta
com a tua assinatura
já nem sei se é você mesmo
ou se sou eu que virei
parte da tua leitura”


“minuto a minuto
quis um dia
todo azul
no teu dia
meu querer
quero crer
azulou
teu dia a dia
tudo
que podia

pequeno
tinha um pensamento
a selva
quando crescer
em algum lugar
na selva
corre grande
um pensamento”


“jamais amei um santo
nem cantei um hino
só quero morar
contígua a um sino
som que continua
desenhando templos”


“não vai dar tempo
de viver outra vida
posso perder o trem
pegar a viagem errada
ficar parada
não muda nada
também
pode nunca chegar
a passagem de volta
e meia vamos dar”
Escrito por Terça, 30 Junho 2009 Publicado em Editais e Resultados
Patativa do Assaré
Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, nasceu na Serra de Santana, a 18 Km da cidade de Assaré, em 5 de março de 1909. Filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva, família pobre, perdeu o pai aos oito anos, passando a partir daí a trabalhar na roça para garantir o sustento da família.
Logo que ingressou na escola, aos doze anos, passou a escrever poesia e produzir pequenos textos. Quando ganhou uma viola da mãe, aos dezesseis anos, ingressou na arte dos repentes, apresentando-se em saraus e pequenas festividades de sua cidade natal.
O nome “Patativa” surgiu devido à semelhança entre seu canto e o do pássaro Patativa, ave nordestina que possui um canto mavioso e singular, quando o jovem poeta tinha apenas vinte anos. Com um nome artístico, passou a viajar pela região cantando seus repentes e apresentando-se várias vezes na rádio Araripe.
Sua obra tem grande destaque na literatura cearense. Um dos seus poemas mais conhecidos, “A triste partida”, foi cantado por Luiz Gonzaga, rei do baião. O poema fala de uma família de retirantes que, sofrendo com a seca, parte para São Paulo em busca de dias melhores. Tão bem interpretada, que Patativa enaltece o talento do artista:
“A letra e a melodia de “A triste partida” são minhas, mas nada se compara à gravação do rei do baião. A toada ficou muito mais penosa quando ele colocou aqueles refrães: “ai, ai, ai”, acompanhada daqueles: ”meu Deus, meu Deus”. Aquilo é muito belo, é muito mais penoso. (Feitosa, 2003:206)
Sua poesia experimentou as cantorias e seus desafios, o cordel e sua dicção repentista, a alfabetização iniciática e as leituras dos clássicos da poesia universal. Atravessou o limiar dos terreiros para se abrigar nas praças, junto aos feirantes. Invadiu as ondas do rádio e se difundiu na mídia de tal maneira que não há como classificá-lo entre “popular” e “erudito”, “regional” e “universal”, pois o canto de Patativa é eterno e universal (op. cit., p.8).
A grande satisfação do poeta era “ser reconhecido” como cumpridor de sua missão de poeta, que destacou seu papel de defensor de seu “Caboclo roceiro” mesmo vivendo numa comunidade rural atrasada, dominada por coronéis que monopolizavam a agricultura, sendo refém do descaso dos governantes em relação ao problema da seca. Essa opressão nunca abateu seu ânimo: antes fortaleceu-o ainda mais, tornando-o um cidadão mais crítico, que através da sua poesia denunciava os problemas sociais e se defendia das investidas dos poderosos. Isso lhe custou uma rápida prisão e ameaças. Contudo, garantiu-lhe o título da qual se orgulhava: “poeta da justiça social”.
Patativa é considerado o gênio da literatura cearense, por ser um poeta dotado de habilidades especiais. Ele sempre teve consciência do seu dom e do seu valor como poeta. Ele afirma isso numa entrevista: “poeta que tenha criatividade como o Patativa tem, são poucos, viu? É raro”. De fato, ele sempre soube de sua habilidade em fazer poesia e sempre teve intenção de divulgar e transmitir para a posteridade. Durante toda sua vida, o poeta empenhou-se para manter-se fiel a seus princípios e a sua missão poética. No Memorial Patativa do Assaré, espécie de museu vivo em sua cidade natal, há uma quadrinha onde o próprio poeta resume como gostaria de ser visto:
“Conheço que estou no fim
e sei que a terra me come,
mas fica vivo o meu nome
para os que gostam de mim.
Chegando o dia afinal
baixarei a sepultura
mas fica o Memorial
para quem preza a cultura.
Patativa do Assaré faleceu aos 93 anos, em 8 de julho de 2002. Contudo, sua memória continua viva no Memorial Patativa do Assaré, na sua cidade natal, Assaré, sul do Ceará. Sua obra tem sido estudada por pesquisadores, professores, fruída nas universidades e fora dela. Também tem sido objeto de estudo de mestre e doutores.
Obras do Autor:
Inspiração Nordestina (1956); Inspiração Nordestina: Cantos do Patativa (1967); Cante Lá que Eu Canto Cá (1978); Ispinho e Fulô (1988); Balceiro - Patativa e Outros Poetas de Assaré (1991); Cordéis (1993); Aqui Tem Coisa (1994); Biblioteca de Cordel: Patativa do Assaré (2000); Balceiro 2 - Patativa e Outros Poetas de Assaré (2001); Ao pé da mesa (2001).
Alguns poemas famosos de Patativa do Assaré
A Triste Partida
Cante Lá que eu Canto Cá
Coisas do Rio de Janeiro
Meu Protesto
Mote/Glosas
Peixe
O Poeta da Roça
Apelo dum Agricultor
Se Existe Inferno
Vaca estrela e Boi Fubá
Você e Lembra?
Vou Vorá

Bibliografia
FEITOSA, Luiz Tadeu. Patativa do Assaré – a trajetória de um canto. São Paulo, Escrituras Editora, 2003.

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Sobre o Autor

  • José Roberto Duarte, iguatuense, professor do ensino básico, formado em Letras pela Universidade Estadual do…

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